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Da série divindades da água: Iemanjá

Da série divindades da água: Iemanjá

Iemanjá

No primeiro post sobre as divindades da água, falamos do rei dos mares da mitologia grega. Então, agora que tal contarmos a história da rainha das águas? No Brasil, a majestade das águas e dos mares Iemanjá é um dos orixás mais adorados, cultuados e respeitados de religiões de origem africana como Candomblé, Batuque, Xambá, Xangô do Nordeste, Omoloko, Umbanda e até mesmo por fiéis de outras religiões, já que é uma divindade muito querida por todos.

Em terras africanas, Iemanjá é a divindade da nação iorubá Egbá e até o inicio do século XIX era a rainha das águas doces, cultuada no rio Yemanjá, que fica na região entre Ifá e Ibadan. Aqui no Brasil dos tempos de colônia, foi trazida pelos escravos e passou a ser a rainha do mar.

O nome de Iemanjá vem da expressão iorubá “Yèyé omo ejá”, que significa “Mãe cujos filhos são peixes”. Além dos diversos nomes que a orixá assume em outras culturas, como Dandalunga e Janaína, você pode ver o nome da rainha escrito de diferentes maneiras como: Iemanjá, Iyemanjá, Yemanjá, Yemaya, Iemoja, ou Yemoja. A majestade dos mares é mais comumente celebrada no Brasil nos dias 31 de dezembro e 02 de fevereiro, numa festa muito conhecida em que lhe são feitas oferendas de velas e flores, levadas ao mar em pequenas embarcações artesanais.

Outras versões

Existem diversas versões da história de como Iemanjá se tornou a rainha do mar, mas todas elas têm em comum a tristeza, a fuga para o mar e o choro volumoso de Iemanjá, por conta dos maus tratos de uma figura masculina. As histórias falam sobre um choro muito triste e profuso, que tragou tudo para o fundo do mar ou falam sobre um pote cheio de líquido carregado pela rainha, que se arrebenta no meio de uma fuga de Iemanjá e que se transforma num forte e enorme rio a caminho do mar.

As entidades que vibram na Linha de Iemanjá, em sua maioria, trazem o poder da cura, já que são excelentes manipuladores da água: o elemento da vida. Iemanjá simboliza a energia geradora, força da natureza, a fecundidade e o amparo materno, pois é a Mãe da Vida. Iemanjá, além de ser a protetora dos pescadores e jangadeiros, rege as casas e os lares das pessoas, dando o sentido de união a uma família e gerando o sentimento de amor e afeto por um ente querido.

A rainha dos mares é bastante popular por aqui. Além de ser representada em camisetas, bolsas e pingentes, ela está presente em diversas manifestações culturais, cantos, lendas e histórias, fazendo parte da sua vida mesmo que você nem ao menos se dê conta. Como por exemplo, na simpatia de pular 7 ondas do mar na véspera do Ano Novo, que muita gente faz no Réveillon. Se você já pulou sem saber por que, agora descobriu que estava, na verdade, invocando os poderes de Iemanjá, pulando as ondas no número 7, que representa seu filho Exu, a fim de que ela abrisse seus caminhos para o ano seguinte.  🙂