Conheça o dispositivo que consegue tirar água do deserto

Com inúmeros avanços tecnológicos que acontecem nos últimos tempos, é quase inacreditável pensar que ainda temos um problema muito grave e básico, de proporções mundiais: a falta de água. Ainda hoje, bilhões de pessoas no mundo sofrem com a falta de acesso à água potável. um experimento liderado pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos, parece promissor na busca de uma solução para essa questão essencial: o aparelho testado é capaz de extrair água potável até mesmo do ar de desertos. 

O teste foi realizado na cidade de Tempe, no Arizona, que oferece condições similares às encontradas nas regiões mais áridas do planeta. Por lá, a umidade relativa média do ar no ano é de 31%, mas durante os meses mais secos fica constantemente abaixo dos 10%.

Apesar de ter sido realizado em pequena escala, o experimento conseguiu extrair alguns mililitros de água a partir da pouquíssima umidade relativa do ar desértico. E o melhor: sem contaminar o líquido durante o processo. 

Como é possível?

O sistema conta com uma tecnologia baseada em estruturas metal-orgânicas (MOFs) que têm superfícies microscopicamente extensas e porosas. Ou seja, o material é como uma esponja, tendo uma área extensa de contato molecular com o ar. Segundo os pesquisadores, 1 kg desse material é o suficiente para gerar cerca de meio litro de água potável por dia. 

O aparelho funciona a partir de energia solar, afinal não há melhor fonte de energia disponível quando se trata de um deserto.

“Essa tecnologia é fantástica, pois demonstrou como um sistema de coleta de água baseado em estruturas metal-orgânicas atua no resfriamento do ar, mesmo em climas desérticos. Com o seu aprimoramento, pode se tornar um importante método de produção de água em qualquer região do planeta”, explicou Yang Yang, professor e engenheiro de materiais da Universidade da Califórnia. 

O protótipo foi projetado em uma escala muito pequena e só teve capacidade de funcionar durante o ciclo de um dia, mas provou que é possível. Agora, vamos ficar na torcida para que existam investimentos no projeto, a fim de tentar achar mais uma forma de ajudar a matar a sede de bilhares de pessoas no planeta.

 

Fonte: MIT, Epoca

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