Tudo sobre água

Existem contos e lendas sobre água? Qual a origem da palavra água? Por que é importante ter água em outros planetas? Aqui você descobre essas e muito mais curiosidades sobre ela!

Por que o Mar Morto tem esse nome e por que não é possível afundar nas suas águas?

Tudo a respeito do Mar Morto é singular, desde o seu nome até a sua história e as suas características. Segundo a Bíblia, o Mar Morto recobre o local do sepultamento de duas cidades: Sodoma e Gomorra. Local de sepultamento, destruição, morte…deve ser por isso que o Mar Morto tem esse nome, certo? Errado. O Mar Morto leva esse curioso nome por conta do excesso de sal nas suas águas, o que torna qualquer forma de vida praticamente impossível ali. Localizado no Oriente Médio, a maior depressão do planeta é um verdadeiro cemitério marítimo e também leva o nome de Mar Salgado

cristal_de_sal A média de gramas por litro de água nos oceanos gira em torno de 35, enquanto a quantidade de sal presente do Mar Morto chega a ser quase 10 vezes superior – 300 gramar por litro. É tanto sal acumulado que é possível ver formações rochosas de cristais de sal à beira mar, como essa mostra a imagem.

O motivo dessa quantidade elevada de sal está principalmente na localização do Mar Morto. Situado numa região extremamente quente e seca (na divisa entre Israel e Jordânia), a região conta com uma forte escassez de chuva e evaporação muito rápida, impedindo a reposição da água do mar e a dissolução do sal. Além disso, o Mar Morto está a mais de 400 metros abaixo do nível dos oceanos, o que faz com que as partículas que estão soltas à sua volta praticamente escorreguem em sua direção. Para completar, o Rio Jordão, que abastece os 1050km2 de extensão do Mar Morto, foi desviado em diversos pontos para propósitos da agricultura, deixando o Mar Salgado com ainda menos opções de abastecimento e reposição de água. Todos esses fatores fazem com que a concentração salina ali seja única.

Esse excesso de sal não permite que nenhum organismo sobreviva, além de gerar outra curiosa consequência: não é possível afundar nas águas do Mar Morto. Isso acontece por conta da densidade (razão entre a massa e o volume de um corpo) –  como a água do mar fica muito mais densa que o corpo humano, ele flutua como uma boia, sem o menor esforço. Não consegue imaginar como seria? A gente tem uma dica para tentar reproduzir o efeito do Mar Morto na sua casa: encha um copo com água e mergulhe um ovo cozido dentro dele. Ele irá afundar imediatamente. Em seguida, vá colocando, aos poucos, porções de sal de cozinha na água até que ela fique saturada. Quando a densidade da água ficar maior que a do ovo, ele vai boiar e não será mais possível deixá-lo no fundo do copo, por mais que você faça força para baixo.

Para completar a lista de curiosidades envolvidas com o Mar Morto, ainda podemos falar sobre a crença de que as suas águas e a sua lama têm propriedades terapêuticas. Por conta da alta taxa de minerais na água, como bromo, cálcio, potássio e magnésio, muitas pessoas ignoram o aspecto mais “espesso” e “viscoso” da água e vão se banhar em sua nascente em busca de cura :)

Saiba como a água participa de 7 tradições de ano novo em diferentes países.

1 e 2– Oferendas no mar e 7 ondas (Brasil)

Em algumas regiões do Brasil (principalmente na Bahia), os devotos das religiões de matrizes africanas costumam fazer a oferenda especial de final de ano para a rainha das águas, Iemanjá. As pessoas colocam flores e presentes num barquinho de madeira que é liberado no mar como um sinal de reverência e devoção à Iemanjá, buscando prosperidade, saúde e paz. Além disso, a tradição de origem africana de pular 7 ondas do mar e fazer um pedido para cada uma delas também é uma homenagem a Iemanjá, bastante difundida por todo o país

 

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3 – Songkran – Ano Novo Tailandês (Tailândia)

A água também se faz muito presente no Songkran, o festival budista mais famoso da Tailândia, comemorado entre 13 e 15 de abril. Durante o feriado de 3 dias que comemora a passagem do velho para o novo e que também é conhecido como o Festival da Água, há diversos ritos e festas: no primeiro dia da celebração, os tailandeses praticam um ritual chamado Rod Nam Dum Hua, em que os mais jovens derramam água perfumada nas mãos dos seus anciões; já no segundo dia, é tempo de ficar com a família e dar banho de água perfumada nas imagens dos Budas e ao final do feriado, as pessoas saem às ruas para comemorar, jogando água uns nos outros para purificar as coisas ruins que passaram e começar o ano de alma lavada.

 

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4- Mergulho no Rio Tibre – Itália

Em Roma, 1º de janeiro é o dia de alguns corajosos se arriscarem com uma tradição que já dura quase 70 anos, pulando da Ponte de Santo Ângelo para dentro do Rio Tibre. O salto é considerado muito arriscado porque o rio é raso demais para suportar mergulhos desse tipo. Além disso, a água está bastante fria nessa época do ano. Para os praticantes, o mergulho é uma maneira de atrair boa sorte.

 

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5- Holanda

Em algumas cidades holandesas, são organizados mergulhos coletivos em uma série de lagos, canais e no Mar do Norte. Os eventos são televisionados e os participantes são vistos com admiração, pois nessa época do ano o país costuma registrar temperaturas negativas.

 

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6 – Camboja

Assim como na Tailândia, o Chaul Chnam Thmey é o Ano Novo do Camboja, comemorado por 3 dias do mês de abril. Nessa época, as crianças lavam os pés dos seus pais e avós para demostrar respeito aos anciãos e para obter bênçãos em troca. Elas seguem a tradição de borrifar água nos rostos uns dos outros, durante a manhã, e nos pés, à noite. Nestes dias, as pessoas também costumam derramar água colorida em seus amigos e parentes, simbolizando os desejos para o futuro.

 

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7 – Áustria

Os austríacos utilizam chumbo para adivinhar o que os espera no próximo ano. À meia noite, eles derramam o chumbo derretido em uma tigela com água fria e observam as figuras que se formam. Se uma bola se formar, significa boa sorte. Uma âncora significa que a pessoa precisará de ajuda no ano seguinte. Se a aparecer o formato de uma cruz, pode significar que a pessoa irá morrer no próximo ano.

 

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Como acontece o processo de purificação da água?

Aprendemos que a água potável deve ser incolor (sem cor), inodora (sem cheiro) e insípida (sem gosto). Parece pouco, mas, na realidade, existem diversos processos químicos e físicos para que a água possa ser considerada adequada para o consumo humano. Nas estações de tratamento de água, existem diversas etapas a seguir para poder distribuir água potável aos habitantes, como cloração, alcalinização, coagulação, floculação e etc. Depois de tratada dentro da estação, a água percorre os encanamentos das ruas, casas e edifícios até chegar nas torneiras.

Mas, e dentro de um purificador de água, quais são os processos que acontecem? Na EUROPA, por exemplo, existem 3 diferentes sistemas de purificação: o SNTA, o HF e o UV+HF. Vamos descomplicar: SNTA ou Sistema Natural de Tratamento da água é o mais básico, que reduz o cloro e remove impurezas, odores e sabores desagradáveis da água; o HF ou Hollow Fibre é um sistema que faz tudo aquilo que o SNTA faz além de eliminar também bactérias e protozoários; por fim, o UV+HF é o sistema mais completo, acrescentando a proteção contra vírus presentes na água, em função da tecnologia da luz ultravioleta (por isso a sigla UV no nome).

Ficou mais fácil agora, não é? Todos esses processos ocorrem dentro da câmara de purificação, que fica dentro de cada aparelho. Essas câmaras são a alma do produto e, depois de um determinado tempo de uso, elas precisam ser substituídas para poderem garantir os mesmos resultados. A água perpassa a câmara em suas diferentes camadas, passando por filtros físicos, que retêm partículas e impurezas e filtros químicos, que retiram ou adicionam substâncias. Dentro de uma câmara você pode ter diversas camadas, com minerais diferentes (como carvão ativado, quartzo e dolomita) e filtros diferentes, para que a água saia o mais pura possível.

Gostou? Se quiser saber mais sobre o assunto e descobrir como é o interior das nossas câmaras de purificação, assista ao vídeo e amplie o seu conhecimento sobre a água e sobre o que você procura em um purificador:

https://www.youtube.com/watch?time_continue=35&v=TgpwcQ3UO8w

 

Descubra 5 assustadores monstros marinhos que existiram na vida real.

Na história das profundezas do fundo do mar, podemos encontrar verdadeiros monstros marinhos pré-históricos, que mesmo estando extintos, são dignos de filmes de terror.

Para prolongar o clima assustador do Halloween, resolvemos fazer uma lista das 5 criaturas marinhas mais temidas de todos os tempos:

 

1. Megalodonte

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O Carcharodon megalodon (também conhecido como megalodonte ou tubarão branco-gigante) foi uma espécie de tubarão gigante que viveu no período Miocénico (15 a 2 milhões de anos atrás), no Oceano Pacífico. O Megalodonte tem uma estreita relação de parentesco com o tubarão branco atual, mas esse ancestral pré-histórico do rei dos mares era uma versão 3 vezes maior que o tubarão branco, chegando a atingir 20 metros de comprimento e pesar 50 toneladas, além de possuir 180 dentes que ultrapassavam os 17 centímetros de comprimento.

 

2. Mosassauro

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O Mosassauro (“lagarto do rio Mosa“) é um extinto réptil aquático podia medir até 17m de comprimento e pesava até 6 toneladas. Entre 70 e 66 milhões de anos atrás, nadou pelos mares da Europa Ocidental e da América do Norte, no fim do Cretáceo. Foi um dos últimos animais de sua família (Mosassaurídeos) e também um dos maiores. Possuía membros modificados em nadadeiras, um corpo robusto e uma mandíbula poderosa, repleta de dentes afiados.

 

3. Dakossauro

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Dakossauro é um gênero extinto de um animal descoberto pela primeira vez na Alemanha. Com um corpo de réptil, mas que ainda guardava semelhanças com os peixes, seus dentes diferentes o fizeram ser reconhecido como um dos grandes predadores marinhos do período Jurássico. Embora sejam comumente comparados com crocodilos modernos, os Dakosaurus podiam atingir um comprimento de 5 metros.

 

4. Nothosaurus

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Os Nothosaurus eram agressivos caçadores, com cerca de 4 metros de comprimento. Armados com uma boca cheia de dentes afiados e pontudos, eles provavelmente tinham uma dieta de lulas e peixes. Cientistas acreditam que eles eram predadores que caçavam usando emboscadas, deslocando sua figura elegante reptiliana sobre a presa, pegando-a de surpresa. Evidências fósseis sugerem que eles viveram durante o período Triássico, mais de 200 milhões de anos atrás.

 

5. Tilossauro

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O Tilossauro era um comedor de carne de proporções colossais, chegando a mais 15 metros de comprimento.. Em seu estômago, cientistas encontraram sinais de peixes, tubarões, mosassauros pequenos, plesiossauros e até mesmo alguns pássaros. Eles viveram durante o Cretáceo nos mares da América do Norte, onde se sentaram firmemente no topo da cadeia alimentar marinha por milhões de anos.

 

 

Água com açúcar realmente acalma?

No nosso país, é um costume oferecer um copo de água com açúcar a alguém que está muito nervoso, aflito e que acabou de passar por alguma situação muito estressante. Mas, será que essa combinação realmente tem efeito calmante?

Para muitas pessoas e muitos médicos, inclusive, água com açúcar não passa de uma crendice popular, funcionando apenas como um placebo. Um placebo é toda e qualquer substância sem qualquer propriedade medicinal ou farmacológica, que acaba tendo apenas um efeito psicológico para quem toma.

Ou seja, ao tomar água com açúcar, não existiria nenhuma substância calmante ativa fazendo efeito de fato no organismo, mas apenas a sensação da pessoa de que aquela mistura irá acalmá-la, o que muitas vezes funciona. O açúcar, quando ingerido, seja na água ou nos alimentos, é metabolizado pelo nosso organismo se transformando em glicose e frutose, duas importantes fontes de energia, que não possuem nenhum poder tranquilizante ou sedativo.

Porém, há quem acredite que água com açúcar tenha seu real valor. Isso se explica da seguinte maneira: o açúcar que é ingerido aumenta o nível de glicose no sangue, desencadeando a produção de insulina. Entre outras funções, a insulina é responsável por enviar sinais ao cérebro, aumentando o nível de serotonina. Já a serotonina, por sua vez, é um neurotransmissor que causa um efeito sedativo e calmante.

Como não há nenhuma comprovação científica a respeito da eficácia dessa mistura, a nossa famosa água com açúcar continuará dividindo opiniões. Então, na hora do nervoso,  é melhor contar até dez e respirar fundo ou então tomar um bom chá de camomila ou erva-cidreira para se acalmar. ;)

Dia Mundial da Água completa 23 anos no mês de março

Já sabemos que a água é essencial à vida e ao desenvolvimento de qualquer atividade humana. Mais de 70% do nosso planeta está coberto de água, assim como o nosso corpo, que é composto por cerca de 75% dela. Sendo a água um recurso tão importante é até uma surpresa saber que há apenas 23 anos existe uma data mundial para se falar sobre ela. Desde 1993, todos os dias 22 de março são mundialmente dedicados à discussão sobre os diversos temas relacionados a este importante bem natural.

dia_aguaO Dia Mundial da Água foi criado pela Organização das Nações Unidas em fevereiro de 1993, devido à presença de grandes índices de poluição ambiental no planeta. Naquela ocasião, foram elaboradas medidas cautelosas em favor da água e iniciou-se um movimento de conscientização em relação ao uso desse recurso.

Na última terça-feira (22), a ONU levantou questionamentos e marcou a data fazendo um alerta para a relação entre a falta de água e o desemprego: estima-se que mais 78% dos empregos que existem no mundo dependem dos recursos hídricos.

Ainda hoje, 23 anos depois da criação desta data, enfrentamos os mesmos problemas de antes e alguns deles mais agravados: mais de 700 milhões de pessoas seguem sem ter acesso a uma água limpa e segura, para terem uma vida saudável. O Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos de 2016 (WWDR 2016) estima que por volta de 2 bilhões de pessoas necessitem de acesso a um melhor saneamento, com as meninas e as mulheres em uma situação ainda mais precária. As mudanças climáticas já afetam o abastecimento de muitos países em desenvolvimento e a demanda por água só cresce, principalmente em economias emergentes.

 

Há muitos riscos envolvidos num futuro próximo se não cuidarmos bem da água, em todas as esferas, desde uma gestão hídrica mais competente e consciente por parte dos governos de todos os países do mundo, até as atitudes diárias de cada pessoa para utilizar esse bem natural da forma mais sustentável possível.

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O Dia da Água tem que ser todos os dias. Então, hoje e sempre, o mais importante é cuidarmos muito bem dela!

A importância dos rios para as primeiras civilizações

Imagem: Templo de Philae, junto ao Rio Nilo, no Egito

 

Hoje em dia, vivendo em grandes centros urbanos, rodeados por carros, prédios e gigantescas avenidas, não conseguimos imaginar como um rio pode ser importante para o nosso desenvolvimento. Certamente ele deixa a cidade mais bela (quando não é poluído), talvez até possa ajudar a diminuir a poluição (quando suas margens são arborizadas), mas qual poderia ser sua utilidade?, podemos nos perguntar. Nossa ideia de rio muitas vezes se limita àquele caminho de água que corta a nossa cidade. E em nossa era contemporânea, em que a natureza parece estar cada dia mais distante de nossa vivência, pode ser difícil de pensar em uma resposta para essa pergunta. Mas os rios foram os responsáveis pela construção e pelo desenvolvimento das primeiras grandes civilizações. E como isso aconteceu?

Vamos voltar para todo o período que precede 4000 a.C., o Período Neolítico. O ser humano vivia de forma nômade, o que significa que para conseguir alimento ele precisava mudar constantemente de lugar: instalava-se em uma região, aproveitava o que ela podia oferecer (plantas, animais, abrigo) e, quando os recursos se esgotavam, buscava outro local. Era custoso, perigoso e demandava muita energia física, pois precisavam deslocar tribos inteiras. Mas imaginemos que encontrassem um local privilegiado, onde percebem que a terra é fértil, onde há um rio que permite ser desviado para nutrir as terras que o circundam e que oferece fartura de água para as necessidades físicas. Quando encontraram essa região, estabeleceram um marco definitivo para a história humana: o desenvolvimento da agricultura. Percebendo que poderiam plantar sua própria comida e criar seus próprios animais, passaram a se fixar em um local.

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O chamado Crescente Fértil foi esse local perfeito. Irrigado pelos rios Jordão, Eufrates, Tigre e Nilo, que compreende hoje os territórios de Palestina, Israel, Jordânia, Kuwait, Líbano e Chipre, além de partes da Síria, do Iraque, do Egito, do sudeste da Turquia e sudoeste do Irã, o Crescente Fértil foi onde as primeiras grandes civilizações se desenvolveram. A região recebeu esse nome por conta de seu formato de lua crescente, e também pela extrema fertilidade de seu solo, que rasga áreas desérticas completamente inóspitas e impróprias para povoamento constante e estável. Apesar da primazia da região, e de sua antiguidade com relação à ocupação humana, o termo “Crescente Fértil” é de criação bastante recente, tendo sido utilizado pela primeira vez pelo arqueólogo James Henry Breasted, na sua obra “Ancient Records of Egypt”, de 1906, e adotada a partir daí.

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Pequena faixa de terra fértil às margens do Nilo. Observe que ao fundo, o deserto toma conta da paisagem.

 

Livre de todos os problemas acarretados por ter que se locomover, e agora conseguindo plantar seu próprio alimento, a população começou a aumentar, já que havia comida para todos. As primeiras cidades foram formadas nas regiões da Mesopotâmia e do Egito, locais onde os homens passaram a se organizar em sociedade. Entre regiões desérticas, o povo egípcio floresceu ao longo do Rio Nilo, e tinha nele o deus que tornava férteis as terras. Talvez você já tenha ouvido que o Egito é uma dádiva do Nilo. A frase do historiador Heródoto não carrega mentira: a construção e a existência da grande civilização egípcia só foi possível pela existência do Rio. No entanto, precisamos também destacar a habilidade da civilização egípcia em lidar com as cheias do Rio, em controlar a água e desenvolver técnicas de irrigação e de agricultura. Além dos conhecimentos diversos, desde a escrita, matemática, medicina, arquitetura, artes, criação do calendário e tantos outros, os egípcios deixaram um legado que sobrevive, intriga e encanta, como as grandes pirâmides, os templos e túmulos.

A fertilidade das terras do entorno do Rio Jordão e seus afluentes também criou o ambiente para que se formasse na região uma série de aldeias de povos pastores (em sua maioria de origem semita), que logo desenvolveram a agricultura. Por sua vez, os Rios Tigres e Eufrates foram de extrema importância para o nascimento da civilização Suméria, que se desenvolveu na região da Mesopotâmia (cujo nome vem do grego, e significa “entre rios”). A região banhada por eles (hoje o Iraque) foi habitada por povos como os Acádios, Babilônios, Assírios e Caldeus.

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Escombros de cidades com milhares de anos à margem do rio Eufrates

 

Pode ser que hoje, para nós, um rio não signifique muita coisa. Já passamos por milhares de anos de história humana, construímos cidades, desenvolvemos a Indústria, fomos para a Lua, criamos tecnologias que nos permitem ver, em tempo real, alguém que está do outro lado do mundo. Mas tudo isso foi possível graças à engenhosidade de civilizações que viram em um rio e suas margens a possibilidade de sobrevivência e desenvolvimento.

E se voltássemos a ver um pouco mais dessa maneira? ;)

5 incríveis piscinas naturais ao redor do mundo!

Imagine nadar em uma piscina de água quente e cristalina, com uma incrível vista para o mar, em uma paisagem de tirar o fôlego? Essa possibilidade existe, e o melhor: em mais de um lugar no mundo! As famosas piscinas naturais são fruto de formações rochosas e vulcânicas ao lado do mar, que são constantemente enchidas por sua água, criando um dos contrastes naturais mais belos. Não é à toa que muitos desses lugares são destinos que atraem milhares de turistas todos os anos. Vamos conhecer alguns?

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Lagoa Giola – Thassos, Grécia

Você já deve ter ouvido falar da Ilha de Thassos, na Grécia. O mito das sirenas, que atraem navegantes com seu canto, nasceu na Ilha. A lagoa Giola, localizada perto do vilarejo de Astris, exerce o mesmo fascínio em turistas e locais. O Mar Egeu bate em sua encosta e enche a piscina com água, mas como ela está separada do mar por uma parede de rocha, a sua água fica muito mais quente, se tornando ideal para mergulhar e relaxar.

 

POCA DO GOMES
Poça do Gomes – Ilha da Madeira, Portugal

Resultado de erupções que aconteceram há milhões de anos, as “poças” são um deleite para os olhos e a oportunidade de uma incrível vista para o Oceano Atlântico. A piscina oferece acesso direto ao mar por meio de um deck com degraus construídos para esse fim. Localizada em Ponta Cruz, na capital madeirense Funchal, Poça do Gomes está entre os mais exclusivos destinos de férias nesse arquipélago.

 

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Grotta della Poesia – Roca Vecchia, Itália

Além de ser uma paisagem cenográfica, a Grotta della Poesia é também local de extrema importância arqueológica no sul da Itália. Está ligada à descoberta de inscrições da Era do Bronze, mais especificamente dos Messápios (tribo antiga que habitava a zona meridional da Apúlia antes da conquista por Roma), o que permitiu descobrir que o local era usado para culto ao deus Taotor (também Tator, Teotor ou Tootor). São duas crateras cárticas resultantes do desabamento de seus tetos. Localizadas em Roca Vecchia, na costa adriática, é um importante destino turístico no verão.

 

Conchi
Conchi – Santa Cruz, Aruba

Imagine se deparar com esse cenário? A piscina natural de Conchi, no leste da ilha de Aruba, oferece uma vista na primeira fila para admirar o mar caribenho. É formada por rocha e círculos de pedra vulcânica. O terreno acidentado que rodeia a piscina a torna acessível apenas por veículos de tração nas quatro rodas, quadriciclos, a cavalo ou a pé. Há uma pista de caminhada que vai da entrada do Parque Nacional Arikok até a praia.

 

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Cachadaço – Paraty, Rio de Janeiro

É claro que, num país com quase 10 mil quilômetros de litoral, não poderia faltar uma representante brasileira na lista. A piscina natural do Cachadaço fica na Vila de Trindade, no município de Paraty. É protegida por enormes pedras vulcânicas, e ali é possível nadar com vários peixes coloridos. Para chegar é preciso enfrentar uma trilha, mas, para quem não quer encarar a caminhada, é possível chegar por barco saindo da Praia dos Ranchos ou da Praia do Meio.

Da série divindades da água: as sereias.

Das incríveis criaturas que habitam o universo de fantasia do reino das águas, as sereias são certamente uma das mais conhecidas. Normalmente descritas como lindas mulheres com cabeça e torso humanos e cauda de peixe, poucas pessoas sabem que na origem grega da mitologia das sereias, elas eram monstros com corpo de pássaro e cabeça humana. Isso mesmo, um pássaro.

Na mitologia grthe-mermaids-rock-edward-matthew-haleega, as sereias eram as 3 filhas do Deus Aquelôo e da Musa Calíope, e ao competirem com as Musas para ver quem tinha a voz mais harmoniosa e bonita, foram castigadas sendo transformadas em monstros com corpo de pássaro e cabeça humana. A única beleza que conservaram foi a linda voz, que usavam para atormentar e enganar os marinheiros, que enfeitiçados com a voz das sereias, se atiravam ao mar e se afogavam. Mas então por que será que nós conhecemos as sereias como criaturas que são metade peixe e metade mulher?

A explicação pode ser encontrada no fato de que, na verdade, existem 2 mitos diferentes que utilizam o mesmo nome aqui no Brasil. Nos Estados Unidos, por exemplo, existem 2 palavras: as Sirens  seriam as mulheres-pássaro da mitologia grega e as Mermaids seriam as criaturas metade mulher e metade peixe. Mesmo com duas palavras, lá os dois mitos também são muito misturados e confundidos. No Brasil, as sirenas são definidas como sendo exatamente a mesma coisa que as sereias e a sereia mais famosa para os brasileiros é a Iara (ou Mãe d’água), que vive nos rios e não nos mares.

Esse segundo mito, que originou o termo Sereia (Mermaid) e que é a versão mais moderna, descende da antiga mitologia babilônica, onde existia a Deusa Atargatis, Deusa da fertilidade e do mar, que se apaixonou por um mortal. Quando ele morreu, ela se jogou ao oceano com a esperança de se tornar um peixe, mas o ocesereiaano não conseguiu transformá-la completamente, tornando-se então metade Deusa e metade peixe.

Tanto as sirenas quanto as sereias são criaturas incríveis e muito temidas. Ambas têm talentos musicais; as sirenas cantam e tocam flauta e lira, enquanto as sereias dependem apenas de suas vozes. As sereias também são vistas como símbolo de vaidade, muitas vezes representadas com pentes e espelhos nas mãos. Sobre esses seres com inteligência humana, porém sem alma, a mitologia também conta que as sereias podem provocar e acalmar tempestades de acordo com sua vontade e que, assim como a Esfinge, elas podem levar homens a armadilhas, propondo difíceis enigmas.

Existem diversas outras lendas de sereias que derivam desses dois mitos originais, assim como filmes, desenhos animados, músicas, peças teatrais, obras de arte, entre outras expressões populares e artísticas. A sereia faz parte do imaginário do fantástico mundo das águas e as suas histórias são contadas por todo o mundo!

 

 

Super-heróis aquáticos

O universo subaquático sempre despertou a curiosidade das pessoas. O tom de mistério e fantasia que parece prevalecer no fundo do mar já foi tema de diversas obras literárias, cinematográficas e artísticas. Com as histórias em quadrinhos, não foi diferente. A majestade das águas – que cobrem mais de 70% da superfície da Terra- faz com que o mundo marinho tenha seus próprios super-heróis. Nesse post, vamos falar sobre os dois heróis mais conhecidos do mundo da água: Aquaman e Rei Namor.

Talvez você Sub-Mariner1968n1não saiba dessa curiosidade, mas o Rei Namor, ou apenas Namor é o personagem mais antigo da Marvel Comics, criado em 1938 por Bill Everett, e é tido como um dos primeiros super-heróis dos quadrinhos. Ele pertencia à espécie Homo Mermanus, cujas principais características eram a capacidade de respiração submersa, a pele de cor azul e os olhos completamente escuros. Namor era chamado de Re ou também de Príncipe Submarino por ser filho da princesa Fen, herdeira direta do trono de Atlântida – a cidade submersa perdida.

Namor pertenceu à primeira equipe dos Invasores, um grupo de heróis criado pela Marvel no final da década de 60, e ao lado de Capitão América e do Tocha Humana, lutou na Segunda Guerra. A equipe pôde contar com os superpoderes de Namor, que incluíam grande agilidade dentro d’água, força descomunal e a capacidade de voar. Sim, voar. Contando com a aerodinâmica gerada por suas orelhas pontiagudas, o Príncipe Submarino também podia aparecer no céu, impulsionado por duas pequenas e resistentes asinhas que possuía em seus calcanhares.

Aquaman37Aquaman tem sido um ícone dos quadrinhos por mais de 70 anos e talvez seja o super-herói subaquático mais conhecido. O rei soberano de Atlantis e senhor dos 7 mares foi criado por Paul Norris e Mort Weisinger, o personagem estreou na More Fun Comics #73, revista publicada pela DC Comics, em novembro de 1941. Durante a chamada Era de Ouro dos quadrinhos (anos 30 e 40), nas primeiras aparições do personagem, Aquaman já demostrava seu imenso poder, que lhe permitia respirar debaixo d’água, nadar em altas velocidades, manipular um enorme volume de água com sua força sobre-humana, e até comunicar e comandar, por meio da telepatia, toda a forma de vida marinha. O soberano dos mares também era resistente a tiros de armas de fogo e, embora pudesse permanecer debaixo d’água por quanto tempo quisesse, Aquaman se enfraquecia se permanecesse em terra firme por períodos prolongados.

Já na Era de Prata dos quadrinhos, muitas coisas sobre o passado de Aquaman foram revisadas e reveladas em novas publicações. Suas origens vieram à tona, e descobriu-se que o super- herói atendia pelo nome de Arthur Curry, e era filho de um faroleiro (Tom Curry) com uma exilada da cidade submarina perdida de Atlântida, chamada Atlanna. No início dos anos 60, o personagem foi incluído na série em quadrinhos da Liga da Justiça. Aquaman já apareceu em desenhos animados, teve um piloto para série de TV e agora ganhará um filme próprio, com estreia prevista para 2018. Mas, para acalmar os mais ansiosos, há rumores de que já será possível ver a sua primeira aparição no cinema em 2016, no filme Batman vs Superman: A Origem da Justiça. E aí, bateu curiosidade para conferir o super-herói na telona? ;)