Não é só uma gota no oceano

A situação que vemos hoje é resultado das nossas ações no meio ambiente. Entenda como uma única atitude pode gerar impacto em todo um sistema, podendo tanto ajudar a preservar a natureza quanto prejudicá-la.

Jovem islandês inventa uma garrafa comestível!

O volume de lixo produzido em todo o mundo é imenso e, a cada dia que passa, a quantidade de garrafas plásticas descartadas no meio ambiente só aumenta. Preocupado com esse problema, Ari Jónsson, um estudante islandês de design, desenvolveu uma inusitada alternativa para reduzir o descarte desse material.

A matéria da revista exame conta que Jónsson criou uma garrafa biodegradável e que pode ser ingerida. A solução usada por Ari Jónsson chama-se ágar (também conhecida como ágar-ágar), uma substância feita a partir de algas que apresenta consistência gelatinosa. 

Para criar uma “garrafa de algas”, ele misturou um pouco de ágar em pó com água, aqueceu o composto e o verteu em um molde com forma de garrafa que, em seguida, foi resfriado até o agár ficar sólido e pronto para uso.

Como a garrafa se decompõe naturalmente depois de um tempo, ela reduziria o impacto do descarte incorreto. Além disso, a garrafa pode ser mastigada e ingerida, para quem quiser provar. O Ágar é uma alga praticamente sem sabor e é muito utilizado na cozinha vegetariana. Essa não é a única inovação para tentar substituir as garrafas plásticas. Você se lembra do post que fizemos sobre a Ooho? Esse é outro exemplo muito legal de um design inovador, em favor do meio ambiente, que também entrega água em embalagem comestível feita a partir de algas.

Pesquisador brasileiro cria irrigador solar automático com materiais recicláveis

O irrigador desenvolvido pelo físico Washington Luiz de Barros Melo, pesquisador da Embrapa Instrumentação (SP), não utiliza nenhum tipo de motor, custa cerca de R$20 e ainda evita o desperdício causado pelo gotejamento do sistema comum de irrigação. A ideia é que essa nova tecnologia possa ser usada não apenas na agricultura, mas também nas zonas urbanas, para os jardins de muitas casas.

A ideia do equipamento de Melo se baseia num simples princípio da física: a termodinâmica.  A energia solar é captada por uma garrafa pintada de preto (para a máxima absorção de luz), com apenas ar dentro. Uma vez que a luz é absorvida, a garrafa aquece e expande o ar que está dentro dela. O ar procura sair e acaba então funcionando como uma bomba, que pressiona a água destinada à irrigação, expulsa por uma mangueira com pequenos furos que permitem que, aos poucos, as gotas caiam e molhem a terra. Do outro lado, uma garrafa também com mangueira, retira água de um galão, para compensar a diferença de pressão do ar. Veja no esquema abaixo:

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Para quem quiser montar o equipamento em casa, é importante ficar atendo à vedação. É fundamental que as três primeiras garrafas estejam hermeticamente vedadas para o bom funcionamento do sistema. Adesivos plásticos dão conta do recado, mas a aplicação tem que ser feita com muito cuidado e atenção.

Valendo-se unicamente do sol como fonte de energia e feito apenas com materiais recicláveis, como garrafas de plástico e de vidro e tubos plásticos, esse equipamento custa cerca de 10% do que custaria um sistema de irrigação comum, com energia elétrica, bomba e motor.  Além disso, evita muito desperdício de água, sendo um sistema mais controlado, regando as plantas de acordo com a necessidade delas.

Que tal montar um desses para o jardim da sua casa? :)

 

 

Dia Mundial da Água completa 23 anos no mês de março

Já sabemos que a água é essencial à vida e ao desenvolvimento de qualquer atividade humana. Mais de 70% do nosso planeta está coberto de água, assim como o nosso corpo, que é composto por cerca de 75% dela. Sendo a água um recurso tão importante é até uma surpresa saber que há apenas 23 anos existe uma data mundial para se falar sobre ela. Desde 1993, todos os dias 22 de março são mundialmente dedicados à discussão sobre os diversos temas relacionados a este importante bem natural.

dia_aguaO Dia Mundial da Água foi criado pela Organização das Nações Unidas em fevereiro de 1993, devido à presença de grandes índices de poluição ambiental no planeta. Naquela ocasião, foram elaboradas medidas cautelosas em favor da água e iniciou-se um movimento de conscientização em relação ao uso desse recurso.

Na última terça-feira (22), a ONU levantou questionamentos e marcou a data fazendo um alerta para a relação entre a falta de água e o desemprego: estima-se que mais 78% dos empregos que existem no mundo dependem dos recursos hídricos.

Ainda hoje, 23 anos depois da criação desta data, enfrentamos os mesmos problemas de antes e alguns deles mais agravados: mais de 700 milhões de pessoas seguem sem ter acesso a uma água limpa e segura, para terem uma vida saudável. O Relatório Mundial das Nações Unidas sobre Desenvolvimento dos Recursos Hídricos de 2016 (WWDR 2016) estima que por volta de 2 bilhões de pessoas necessitem de acesso a um melhor saneamento, com as meninas e as mulheres em uma situação ainda mais precária. As mudanças climáticas já afetam o abastecimento de muitos países em desenvolvimento e a demanda por água só cresce, principalmente em economias emergentes.

 

Há muitos riscos envolvidos num futuro próximo se não cuidarmos bem da água, em todas as esferas, desde uma gestão hídrica mais competente e consciente por parte dos governos de todos os países do mundo, até as atitudes diárias de cada pessoa para utilizar esse bem natural da forma mais sustentável possível.

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O Dia da Água tem que ser todos os dias. Então, hoje e sempre, o mais importante é cuidarmos muito bem dela!

Conheça a primeira usina solar flutuante do mundo – que é brasileira!

Por meio de uma inovadora iniciativa do Ministério de Minas e Energia do Brasil, está em seguimento o primeiro projeto-piloto de exploração de energia solar em lagos de usinas hidrelétricas com o uso de flutuadores, iniciado no começo do mês de março. O uso da superfície das áreas de água represadas para a produção hidrelétrica é o primeiro do mundo, e um lago da Usina Hidrelétrica de Balbina, no Amazonas, foi o escolhido para a instalação do teste. Quase não se ouve falar nessa Usina, que produz muito pouco, sendo um projeto combatido desde seu início: organizações ambientalistas afirmavam que sua construção destruiria fauna e flora, deslocaria tribos e populações ribeirinhas, causando imenso impacto na região em comparação ao pouco proveito que teria.

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Balbina: lago gigantesco, com impactos ambientais e pouca energia gerada (foto: Alexandre Kemenes / O Eco)

 

Diante do cenário atual, em que se concretizou o previsto, uma alternativa foi utilizar um dos lagos da Usina como superfície produtora de energia elétrica que será recolhida pelas subestações e transmitida pelas linhas de transmissão das usinas.
Segundo o ministro de Minas e Energia Eduardo Braga em reportagem à EBC:

“Aqui em Balbina é um caso bastante típico porque nós temos uma subestação que poderia estar transmitindo algo como 250 MW. Hoje, usa apenas 50 MW. Portanto, há 200 MW de ociosidade, que vamos poder suplementar com energia solar, com custo muito reduzido, fazendo com que tenhamos eficiência energética, segurança energética, melhor gestão hídrica dentro dos nossos reservatórios e ao mesmo tempo baratear a energia para que a tarifa de energia elétrica seja mais barata em nosso país”.

A princípio, o projeto-piloto gerará 1 megawatt (MW) de energia e, a partir de outubro de 2017, prevê-se sua ampliação para até 5 MW, o suficiente para abastecer 9 mil casas. Após estes estudos, de acordo com Eduardo Braga, o gia solar, que poderiam abastecer 540 mil residências. Mais do que seria capaz de gerar a substação de Balbina onde o projeto está locado.

Imagem de capa: Lançamento de projeto-piloto de usina para captação de energia solar no lago da Hidrelétrica de Balbina, no Amazonas / Bianca Paiva – Correspondente da Agência Brasil

Ciclistas ganham uma aliada na hidratação: a garrafa que transforma ar em água potável

É muito importante que os ciclistas mantenham-se hidratados enquanto estão praticando atividades físicas. Em 2014, o designer austríaco Kristof Retezár criou um aparato que torna a vida dos ciclistas mais fácil e mais sustentável: a Fontus, uma garrafa que se enche de água sozinha.

A Fontus surgiu primeiramente como uma alternativa para ajudar as pessoas que moram em regiões em que há escassez de água. O dispositivo funciona de maneira muito simples e natural, já que se utiliza do processo de condensação da umidade que está no ar.

Adaptada para a prática esportiva, com os ciclistas a Fontus funciona assim: o ar úmido é captado enquanto eles pedalam e entra no aparelho. Lá dentro, ele se colide com uma série de relevos, que atuam como obstáculos para reduzir bruscamente a velocidade deste o fluxo de ar. Desta forma, o vapor se condensa e se transforma em pequenas gotas d’água.

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E o que a bicicleta tem a ver com tudo isso? O papel dela é o de pressurizar bem a entrada do ar, para que uma quantidade de água relevante possa ser capturada. Como toda essa estrutura do condensador necessita de energia elétrica para seu funcionamento, a Fontus já vem com um pequeno módulo solar instalado na parte de cima da garrafa, que já é o suficiente para dar autonomia para a bateria embutida. O dispositivo pode obter até 0,5 litro d’água em apenas uma hora se as condições meteorológicas forem justas e em até 30 minutos em condições ideais, com a umidade relativa do ar em 80% ou 90%.

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Em termos de purificação de água, a Fontus consegue filtrar macroestruturas, como insetos e poeira, entretanto micropartículas ainda não são retidas com 100% de precisão. A água da Fontus é retirada do ar e é própria para beber, mas sua qualidade ainda pode melhorar muito e a intenção do designer é corrigir esses pontos até a versão final. A chegada da garrafa ao mercado está prevista para o segundo semestre de 2016, e o produto irá custar cerca de 100 dólares. Além de serem usadas na prática esportiva, as bicicletas têm se tornado um meio de transporte cada vez mais comum em muitas cidades pelo mundo e a Fontus surge como uma importante alternativa sustentável para a hidratação.

E você, o que achou da novidade?

 

Amigos surfistas criam “filtro” que suga plástico do mar

O lixo cada vez mais presente nos oceanos é um problema sério. Além de afetar de maneira trágica a vida marinha, o controle do que é descartado na costa e pode acabar indo para o oceano tem um custo elevado, já que o trabalho é feito por funcionários que recolhem esses dejetos manualmente ou por barcos com redes que funcionam como “varredores” das águas.

Porém, um sistema desenvolvido por dois surfistas australianos promete ser uma solução barata para o problema do lixo em instalações marinhas como docas, marinas, portos e piers.

O “Seabin”, criado pelos amigos Andrew Turton e Pete Ceglinski, é um protótipo de filtro que suja plástico, óleo, sabão e qualquer outro material despejado que esteja flutuando na água, e funciona sem interrupções, 24 horas por dias.

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Essa lata de lixo flutuante é feita de 70 a 100% de polietileno reciclado de plástico e possui um sistema conectado a uma bomba que realiza o trabalho de sucção e evita que o lixo acabe sendo carregado pelas correntes marinhas e se espalhe pelos oceanos. Dentro dos baldes (que funcionam como um ralo) existe um saco removível, que mantém tudo o que foi sugado ali mesmo, bastando depois retirar o lixo e recolocar o saco no lugar. Uma ideia tão simples e eficaz que os amigos abandonaram seus empregos para se dedicar ao projeto.

Tudo parece bem simples, mas você pode se perguntar “e o perigo oferecido para as espécies marinhas?”. Os criadores afirmam que nenhum animal ou peixe foi encontrado dentro dos baldes nos 4 anos de testes com o produto.

Turton e Ceglinski passaram 10 anos desenvolvendo e aperfeiçoando o Seabin em Palma de Mallorca, na Espanha, e agora pretendem implementar o uso do equipamento ao redor do mundo. Por meio de crowdfunding (palavra linkada para o site https://www.indiegogo.com/projects/cleaning-the-oceans-one-marina-at-a-time#/), na plataforma Indiegogo, os amigos estão arrecadando fundos para iniciar a produção, cujo custo rondará os €150.000.

Veja mais no vídeo:

Quem disse que consciência ambiental não combina com Carnaval?

A época mais festiva e festejada do ano para os brasileiros já está muito próxima. O Carnaval desse ano será no início de fevereiro e muitas pessoas já se preparam para as viagens, para as festas na rua e para sambar nos famosos bloquinhos. As festas de rua trazem muita alegria por onde elas passam, mas também costumam deixar para trás uma boa quantidade de lixo, garrafas e copinhos de plástico.

Pensando em mudar um pouco esse cenário no ano de 2016, um dos principais blocos do Rio de Janeiro, o Spanta Neném, apresentou uma novidade bastante sustentável. O bloco aboliu os copos de plástico nos dias de folia da edição desse ano, que deve contar com mais de 30 mil pessoas participando dos blocos até o fim do carnaval. Para que os participantes possam curtir a folia da melhor maneira possível, o Spanta Neném selou uma parceria com a empresa Capim-Selo Verde para a fabricação de copos ecologicamente corretos, que são 25 vezes menos impactantes que os descartáveis.

A ideia é11163800_489433947901452_3293622369018304985_n simples e funciona da seguinte forma: ao participar em um dos  eventos do bloco, o folião paga R$5 pelo copo reutilizável Eco, feito de material reciclável. Ao final de um dos eventos, ele pode devolver o copo e pegar seus R$ 5 de volta, ou então levar o copo para casa. Bacana, não é? Além disso, para ajudar a fechar esse ciclo foi feita outra parceria, agora com a Cooperativa Transformando, a fim de doar os resíduos que sobram das festas para serem reaproveitados de alguma maneira. Essa cooperativa não tem fins lucrativos e atua no bairro do Caju ajudando moradores mais necessitados da região e também ex-detentos a conseguirem uma renda mensal, além de inseri-los novamente na sociedade.

Se você puder curtir o Spanta Neném no Carnaval do Rio de Janeiro esse ano, aproveite! Ou então, tente você também aplicar ideias sustentáveis para as suas festas e blocos de carnaval e vá para a folia com mais consciência. ;)

Iniciativa Waves for Water instala estações de água potável em regiões atingidas pela catástrofe em Mariana

No início do mês de novembro de 2015, o Brasil e o mundo assistiram à pior catástrofe ambiental já sofrida pelo país. As barragens da mineradora Samarco se romperam, causando uma enxurrada de lama que inundou e devastou diversas regiões de Minas Gerais. Além das inúmeras casas destruídas, mortos, feridos e desaparecidos, a enxurrada de lama contaminou o Rio Doce com sedimentos químicos, matando peixes e suspendendo o abastecimento de água para mais de 250 mil pessoas.

Regiões como Governador Valadares, no Leste de Minas Gerais e Colatina, no Nordeste do Espírito Santo, ficaram completamente sem água para abastecer a sua população, sem previsão de retorno. Pensando em ajudar as pessoas afetadas pela tragédia em Minas Gerais, a inciativa Waves for Water, criada pelo ex- surfista norte-americano Jon Rose e que vem praticando ações ao redor mundo para garantir o abastecimento de água em situações de desastres e regiões carentes, lançou o projeto “Rio Doce pede água doce”.

Screenshot 2015-12-28 at 22.27.21Como a Waves for Water não tem a tecnologia necessária para despoluir o Rio Doce, o projeto busca ajudar as famílias que estão sofrendo nesse momento com a falta de água. O “Rio Doce pede água doce” consiste em instalar filtros que purificam a água. São estações de água potável instaladas em lugares estratégicos (escolas, igrejas) ao redor de Governador Valadares e Colatina que, posteriormente, terão esse modelo replicado nas regiões mais afetadas ao longo do Rio Doce. Algumas estações já foram implementadas e tudo está sendo feito a partir de doações, que podem ser realizadas nesse link: http://www.wavesforwater.com.br

Já foram instalados dez filtros em Valadares e outros dez em Colatina que, juntos, podem purificar 3.200 litros de água por dia, garantindo o abastecimento de até 2.000 pessoas. O conjunto com dez filtros e uma caixa d’água de 5.000 litros custa R$ 4.300. Para saber mais sobre o Wave for Water e seus outros projetos, acesse http://www.wavesforwater.org

Descarga consciente dispensa o uso de água

Na busca por diminuir o consumo de água e usar o recurso de maneira mais consciente, conseguimos encontrar algumas soluções bastante conhecidas e fáceis de serem aplicadas em casa, como lavar o carro utilizando um balde de água em vez de mangueira, reutilizar a água da máquina de lavar roupas e fechar a torneira quando escovar os dentes, apenas para citar alguns. Mas também nos deparamos com algumas situações em que é mais difícil diminuir consideravelmente o uso da água. A descarga é um desses casos. Por mais que tentemos medir a quantidade de água utilizada, muitas descargas, principalmente as que possuem caixa acoplada, utilizam uma grande quantidade de água sem necessidade. Como, então, solucionar esse problema?

piipee3Parece que um trio do Rio Grande do Sul descobriu uma maneira. Eles criaram o Piipee, uma “descarga sem água” que promete economia de até 80% no consumo. Acionado para substituir a descarga utilizada para a urina, o produto libera no vaso sanitário uma solução biodegradável que elimina mau cheiro, muda a coloração da água e ainda limpa o vaso. O mecanismo é bastante simples: o Piipee tem um dispenser semelhante àqueles de sabonete líquido, que fica fixado na parede do banheiro e que, quando pressionado, lança a solução em um tubo, cuja ponta fica presa dentro do vaso.

Cada utilização gasta aproximadamente 1,5 ml da solução e um refil pode render de aproximadamente 380 a cerca de 750  descargas. A empresa garante que o Piipee pode ser usado até 10 vezes sem ser necessário dar a descarga com água. De acordo com Ezequiel Vedana da Rosa, 27 anos, sócio e idealizador do Piipee, já foram encomendados cerca de 12 mil kits – ainda em versão beta – e aproximadamente 30 mil litros da solução. Embora o foco inicial seja trabalhar com empresas em vez de residências, as vendas estão bem divididas.

Confira mais no vídeo abaixo:

Site oficial: http://www.piipee.com.br/

 

Conheça o homem que limpou sozinho as margens de um rio

Para quem pensa que está cada vez mais difícil ver boas ações espontâneas e que iniciativas individuais são muito pequenas para modificar uma comunidade, a atitude do holandês Tommy Kleyn pode reacender a esperança nas pessoas. Tommy vive e trabalha em Roterdã, uma das mais importantes cidades da Holanda, e tornou-se um agente transformador em sua comunidade ao limpar, praticamente sozinho, as margens poluídas do Rio Schie.

2“Todos os dias, eu andava de bicicleta até o trabalho, ao longo da margem do rio. É um percurso agradável de se fazer, com exceção de um lugar. Um trecho da margem do rio estava coberto de garrafas de plástico e outras peças de lixo”, relatou o holandês. Bastante incomodado com a situação do rio, Tommy resolveu fazer algo ele mesmo e começou a recolher uma sacola de lixo todos os dias, no caminho para o seu trabalho. Em pouco tempo, Kleyn percebeu que uma sacola era muito pouco para a concentração de lixo que havia na área e resolveu, então, que encheria um saco de lixo todos os dias.

Tudo o que Tommy tinha que fazer para ajudar a despoluir o Rio Schie era acordar meia hora mais cedo todos os dias e sair com o seu saco de lixo. Ele levava 3cerca de 30 minutos para encher um saco de lixo e, ao longo dos dias, foi vendo o resultado das suas ações, ao encontrar um rio cada vez mais limpo pelo seu caminho. Uma pequena mudança na rotina dele, que fez toda a diferença para o meio ambiente.

Com a ajuda das redes sociais, Tommy começou a ganhar a ajuda das pessoas. Depois que postou as fotos do seu projeto no Facebook e compartilhou a sua experiência, ele recebeu a ajuda de seus amigos e de outros locais. Agora, o projeto já conta com mais de 180 pessoas e Tommy é um exemplo para sua comunidade e, certamente, para todos nós! :)