Corpo líquido

Cuide melhor do seu corpo e do seu bem-estar, com dicas de saúde, prática de exercícios físicos, alimentação e hidratação.

Beber água durante a refeição faz mal?

Se observarmos as mesas do salão de um restaurante, muito provavelmente veremos bebidas em quase todas as mesas. Beber durante a refeição é um hábito extremamente comum por aqui. Há quem tenha a sensação de que é muito difícil comer sem ingerir algum líquido durante a refeição, mas será que esse hábito é inofensivo?

 

Na verdade, ingerir líquidos durante a refeição pode fazer mal, sim. É um consenso médico que essa atitude pode dificultar a digestão e a absorção de nutrientes, causar distensão abdominal, e aumentar o volume do estômago, estimulando a vontade de comer. Entenda porque isso acontece: durante a digestão dos alimentos precisamos da ação do suco gástrico no estômago, para que alguns nutrientes possam ser quebrados e absorvidos. Quando ingerimos líquido em excesso nas refeições, o suco gástrico fica diluído e dessa forma a digestão fica comprometida, podendo ocasionar problemas como indigestão, gases, flatulências e deficiência na absorção de fibras e nutrientes como ferro, cálcio, zinco, vitamina B12, entre outros.

 

Além disso, a ingestão de líquidos na refeição causa uma distensão na parede estomacal, dando uma falsa impressão ao cérebro de que o estômago está vazio e de que há mais espaço para comida. Ou seja, essa dilatação reduz a sensação de saciedade e pode levar a um consumo maior de alimentos e a um consequente o aumento de peso. Para as pessoas que têm predisposição a complicações gástricas – como refluxo, esofagite e gastrite – esse hábito pode gerar um desconforto ainda maior.

 

Talvez você pense que a água esteja livre dessa recomendação e que ela só se aplique à sucos, bebidas alcóolicas ou refrigerantes, certo? Errado. A água também não deveria ser consumida durante as refeições, principalmente em excesso. Se for de extrema necessidade ingerir algo (como por exemplo no caso de pessoas que produzem pouca saliva), é indicado o consumo de 100ml a 200ml  de água ou um suco de fruta cítrica: os sucos naturais feitos com frutas ácidas como abacaxi, limão, morango ou kiwi irão trabalhar a favor do suco gástrico no estômago, não interferindo na absorção dos alimentos.

 

Sabemos que é essencial manter a hidratação, mas o ideal é que os líquidos sejam consumidos ao longo de todo o dia e, no máximo 20 minutos antes ou a partir de 1 hora após as refeições. Comer acompanhando a refeição com um líquido é mais um hábito social do que uma necessidade biológica, então, busque mudar esse costume e não se esqueça de beber água nos outros momentos do dia ;)

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Descubra 7 sinais que indicam se você está bebendo pouca água

Normalmente, só percebemos que a nossa ingestão diária de água pode estar baixa quando sentimos muita sede. Porém, há vários outros sintomas que muitas vezes nem imaginamos que possam estar relacionados à desidratação, e que nos dão uma boa dica de que o nosso corpo precisa de mais água. Vamos conhecer alguns deles?
shutterstock_1545286 (1)1) Pele ressecada

A pele é a primeira a apresentar os sinais da desidratação, já que a falta de água no corpo inibe a produção do suor, impedindo a eliminação da sujeira e do óleo acumulados do dia.shutterstock_398166430 (1)

2) Dores nas articulações

Os nossos discos de cartilagem e da coluna vertebral são constituídos por cerca de 80% de água. Para que as articulações absorvam o choque dos nossos movimentos e para evitar o desgaste dos ossos se chocando uns com os outros, é necessário manter o corpo sempre hidratado.

shutterstock_391580323 (1)3) Doenças recorrentes

Os nossos órgãos trabalham continuamente para filtrar resíduos e eliminar toxinas por meio da água. Se o corpo estiver desidratado, os órgãos vão começar a retirar a água de outros lugares, como o sangue, por exemplo, o que pode gerar algumas doenças.

shutterstock_231865663 (1) 4) Boca seca

Esse é um dos sintomas mais óbvios, mas aquela sensação desagradável de ardência nos lábios pode significar que você está com sede e que precisa lubrificar as mucosas da boca e da garganta. Nesse caso, o ideal é beber água para restaurar a umidade da boca por mais tempo.

 shutterstock_396727762 (1)5) Cansaço e falta de energia

Mais uma vez, quando o corpo não recebe a quantidade de água necessária, ele busca a fonte em outros lugares, como no sangue. Quando isso acontece, o sangue pode deixar de fazer a oxigenação. Por sua vez, a falta de oxigênio leva à sonolência e à fadiga.

shutterstock_390092257 (1)6) Perda de massa muscular

Os músculos também são compostos de muita água, sendo assim, menos água no corpo significa menos massa muscular. Beber água antes, durante e depois de um treino é importante não apenas para manter o corpo hidratado, mas também para conduz o líquido aos lugares certos do seu organismo, diminuindo as chances de desenvolver inflamações e dores relacionadas aos exercícios.

shutterstock_390325057 7) Problemas com gases

Pode parecer estranho, mas quem sofre com flatulência constante, pode estar bebendo pouca água. A falta de água interfere diretamente no processo digestivo, fazendo com que o cólon utilize a água que deveria ser destinada pelos intestinos no passo seguinte da digestão, acarretando na produção de gases intestinais.

 

 

 

Água com açúcar realmente acalma?

No nosso país, é um costume oferecer um copo de água com açúcar a alguém que está muito nervoso, aflito e que acabou de passar por alguma situação muito estressante. Mas, será que essa combinação realmente tem efeito calmante?

Para muitas pessoas e muitos médicos, inclusive, água com açúcar não passa de uma crendice popular, funcionando apenas como um placebo. Um placebo é toda e qualquer substância sem qualquer propriedade medicinal ou farmacológica, que acaba tendo apenas um efeito psicológico para quem toma.

Ou seja, ao tomar água com açúcar, não existiria nenhuma substância calmante ativa fazendo efeito de fato no organismo, mas apenas a sensação da pessoa de que aquela mistura irá acalmá-la, o que muitas vezes funciona. O açúcar, quando ingerido, seja na água ou nos alimentos, é metabolizado pelo nosso organismo se transformando em glicose e frutose, duas importantes fontes de energia, que não possuem nenhum poder tranquilizante ou sedativo.

Porém, há quem acredite que água com açúcar tenha seu real valor. Isso se explica da seguinte maneira: o açúcar que é ingerido aumenta o nível de glicose no sangue, desencadeando a produção de insulina. Entre outras funções, a insulina é responsável por enviar sinais ao cérebro, aumentando o nível de serotonina. Já a serotonina, por sua vez, é um neurotransmissor que causa um efeito sedativo e calmante.

Como não há nenhuma comprovação científica a respeito da eficácia dessa mistura, a nossa famosa água com açúcar continuará dividindo opiniões. Então, na hora do nervoso,  é melhor contar até dez e respirar fundo ou então tomar um bom chá de camomila ou erva-cidreira para se acalmar. ;)

Doenças causadas por ingestão de água contaminada

Todos sabemos que é imprescindível beber água purificada. O consumo de água em condições impróprias ou de origem desconhecida é responsável por uma série de problemas de saúde. Mas será que temos conhecimento dos riscos que corremos e das doenças a que estamos expostos? A maioria das doenças transmitidas pela água é causada por micro-organismos presentes em reservatórios de água doce, habitualmente após contaminação por dejetos humanos ou de animais. A forma mais comum de contaminação é por meio da ingestão, seja diretamente bebendo água contaminada ou pelo consumo de alimentos lavados com água infectada. Listamos abaixo algumas doenças.

Hepatite A
A hepatite A é uma infecção viral transmitida pela via fecal-oral, ou seja, a pessoa precisa ter contato com fezes humanas contaminadas para se contaminar. A transmissão do vírus da hepatite A pode se dar pela contaminação de alimentos preparados por pessoas infectadas que não lavam as mãos após evacuarem ou pelo contato da água com fezes contaminadas, o que ocorre principalmente nos locais onde não há saneamento básico. Praias, rios e lagos que recebem esgoto não tratado podem ter suas águas contaminadas com o vírus da hepatite A. A doença apresenta-se habitualmente como um quadro de diarreia associada a perda de apetite, náuseas, vômitos, fraqueza, dor muscular, dor de cabeça e febre. Após uma semana surge a icterícia, sintoma clássico da hepatite A aguda, que se caracteriza por pele e olhos amarelados.

Diarreia Infecciosa
Importante causa de morbimortalidade no Brasil e em países subdesenvolvidos, a diarreia aguda tem incidência elevada e os episódios são frequentes na infância, particularmente em áreas com precárias condições de saneamento.  Vários vírus, germes, parasitas e bactérias podem contaminar a água, na maioria das vezes pela via fecal-oral, e causar quadros bem graves de desidratação. A manifestação predominante é o aumento do número de evacuações, com fezes aquosas ou de pouca consistência. Com frequência, é acompanhada de vômito, febre e dor abdominal.

 

Amebíase
Assim como a diarreia, a amebíase é adquirida por comer ou beber algo contaminado com material fecal. Essa doença é causada por uma ameba chamada E. histolytica, que entra no trato digestivo como um minúsculo ovo. As amebas se alimentam do muco da parede intestinal e começam a reprodução, se espalhando cada vez mais. A doença pode ser branda ou extremamente dolorosa quando o quadro se complica, sendo responsável por cerca de 100 mil mortes no mundo inteiro. A patologia é tratada com antibióticos.

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A ingestão ou o contato com água contaminada pode causar inúmeras doenças

 

Cólera
A cólera é uma infecção que ataca o intestino dos seres humanos e também é transmitida pela via fecal-oral, podendo ser adquirida por água e de alimentos contaminados. A Vibrio cholerae, bactéria causadora da doença, instala-se no intestino e passa a produzir uma toxina que ataca as células intestinais, provocando uma grave diarreia e fazendo com que o organismo elimine uma grande quantidade de água e sais minerais, acarretando séria desidratação. Quando a doença se manifesta, apresenta os seguintes sintomas: náuseas e vômitos, cólicas abdominais, diarréia abundante, esbranquiçada como água de arroz, podendo ocasionar cãibras e a perda de até um litro de água por hora.

 

Ascaridíase
É a verminose intestinal humana mais disseminada no mundo, causada por um parasita chamado Ascaris lumbricoides, popularmente conhecido como lombriga. A contaminação acontece quando há ingestão dos ovos infectados do parasita, que podem ser encontrados no solo, água ou alimentos contaminados por fezes humanas. O único reservatório é o homem. Se os ovos encontram um meio favorável, podem contaminar durante vários anos.

Créditos na imagem de capa: Paul Prescott/Shutterstock.com

 

Beber a água que fica ao lado da cama à noite pode fazer mal à saúde?

Muitas pessoas possuem o hábito de levar um copo de água para perto da cama na hora de dormir. A comodidade de não precisar levantar para ir à cozinha no meio da noite é o maior dos motivos. Mas será que esse inofensivo hábito carrega algum malefício? De acordo com um dos maiores especialistas em água do mundo, esse costume pode, sim, fazer mal à saúde.

Segundo estudo realizado pelo diretor do Instituto da Água da Universidade John Hopkins, nos Estados Unidos, Dr. Kellogg Schwab, a água que fica ao lado da cama, ou mesmo aquela que fica na sua mesa de trabalho por muitas horas, pode causar diversos problemas de saúde. Cada vez que tocamos o copo ou a garrafa com a boca, adicionamos à água microorganismos, que se multiplicam facilmente, principalmente quando a água se mantém em temperatura ambiente por muito tempo. E isso pode transformar o líquido em um coquetel de microorganismos.

E se o recipiente usado para deixar a água é uma garrafa, principalmente de plástico, o problema é ainda maior. Você já sentiu um cheiro engraçado quando abriu a sua garrafa? Ele é causado pela ação dos micro-organismos que ficam no interior e na boca do recipiente, que não costumamos lavar todos os dias e que na maior parte do tempo fica fechado. Lavá-lo ajuda? Nem sempre. E se não bastasse esse problema, “plástico e calor não combinam”, afirma o Dr. Schwab. Um segundo fator torna o uso de garrafas de plástico ainda mais perigoso: esses recipientes, em sua maioria, contém uma substância chamada bisfenol A, ou BPA. Essa substância, entre outras utilizadas na produção de alguns tipos de plástico, é liberada quando ele se encontra em temperaturas elevadas, o que é comum, por exemplo, quando deixamos a garrafa ao lado da cama em dias quentes ou esquecemos a garrafa com água dentro do carro (ou, até mesmo, quando levamos recipientes de plástico ao microondas!). O BPA é um desregulador de hormônios e pesquisas relacionam sua ação a doenças do coração, passando por infertilidade masculina e até mesmo câncer. Por fim, o tipo de plástico das garrafas de água mineral não foi criado para reutilização, afirma o especialista. Use-os uma única vez e recicle.

Então, como evitar esse problema se você tiver sede no meio da noite ou no expediente no trabalho? Vença a preguiça e levante para pegar um copo de água. Além de beber água fresca, de quebra você faz um exercício. :)

Fonte: http://time.com/3104999/old-water-sick/

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Água gelada mata mais a sede?

No verão, o nosso corpo parece sentir mais necessidade de repor líquidos e de se refrescar. Por conta do aumento da temperatura corporal, suamos mais para manter o nosso corpo na temperatura ideal, diminuindo mais rapidamente o nível de água no nosso organismo e fazendo com que tenhamos a sensação de sede.

No Brasil, não importa em que época do ano estamos, há o hábito muito disseminado de tomar sempre água gelada, pois boa parte das pessoas acredita que ela mata mais a sede. Será que isso é verdade?

Na realidade, não. Não há nenhum estudo que aponte que água gelada mata mais a sede que água na temperatura natural e, de acordo com profissionais da área da saúde, esse é apenas uma preferência, um gosto pessoal. Muitas vezes, a água gelada é mais gostosa para algumas pessoas e, por conta disso, passa a sensação de matar a sede mais facilmente.

O que alivia a sensação de sede é o umedecimento das mucosas da boca e das papilas gustativas, independente da temperatura. Além disso, o nosso organismo gasta muita energia para manter a temperatura do nosso corpo e quando tomamos água gelada, ocorre um resfriamento dos órgãos internos fazendo com que o organismo tenha que trabalhar mais para fazer o corpo retomar à temperatura normal. Por isso, nosso corpo prefere a água natural, que o hidrata sem exigir nada dele. Isso pode ajudar a nos deixar com mais energia e nos sentirmos melhor.

O que é correto dizer é que a água gelada é mais eficaz justamente quando você estiver precisando baixar a temperatura do corpo, depois de praticar exercícios físicos ao sol, por exemplo. Ainda, há alguns profissionais da saúde que afirmam que o ideal é que a água seja ingerida sempre em temperatura um pouco inferior à do corpo (que fica na média dos 36 a 37,3 graus Celsius para 95% da população sadia).

Isso porque os líquidos quentes relaxam a musculatura do estômago e deixam o movimento peristáltico – que empurra a água para o intestino – mais lento. Dessa forma, a água demora mais a chegar ao intestino, onde é absorvida.

Seja com água fresca, natural ou gelada, o mais importante é cuidar sempre da hidratação do seu corpo, em todas as estações do ano ;)

Conheça 10 alimentos que ajudam a manter seu corpo hidratado

Nunca é demais lembrar que tomar água é prioridade quando se fala de saúde. Manter o corpo hidratado é essencial para que o corpo funcione perfeitamente. Beber água é certamente a melhor maneira de se fazer isso, mas não é a única. Muitas pessoas não sabem, mas os alimentos, além de possuírem diversos nutrientes, são também uma excelente fonte de hidratação.

Antes de ver a lista com 10 alimentos ricos em água, é importante fazer um alerta: a água é insubstituível e apenas 10% do total da ingestão de líquidos de uma pessoa pode ser feita por meio dos alimentos. Se possível, escolha comer a maior parte dos alimentos crus, já que quando cozinhamos, fritamos ou assamos um alimento, ele perde água nesse processo.

Conheça as frutas, verduras, legumes, cereais e grãos que listamos para ajudar na sua hidratação:

shutterstock_94476487Abacate cru – possui 83,8% de água, lipídeos, carboidratos, fibras, cálcio magnésio, manganês, fósforo, potássio, cobre, zinco, riboflavina e vitamina C.

Acerola crua –  possui 90,5% de água, carboidratos, fibras, cálcio, magnésio, fósforo, potássio, cobre, zinco, riboflavina, niacina e vitamina C.

Arroz integral cozido – Esse alimento possui cerca de 70,1% de água, além de conter carboidratos, fibras (que ajudam a saciar a fome e colaboram no funcionamento do intestino), fósforo, potássio, manganês, cobre, zinco, tiamina e piridoxina.

Espinafre cru – Possui 94% de água em sua composição, além de proteínas, carboidratos, fibras, cálcio, magnésio, manganês, fósforo, ferro, sódio, potássio, cobre, zinco, carotenoides, tiamina, riboflavina, piridoxina e vitamina C.

Abobrinha italiana – Tem 93,9% de água em sua composição, além de possuir fósforo e potássio.

Brócolis cozido – A verdura na sua versão cozida possui 92,6% de água, além de fibras, cálcio, magnésio, fósforo, potássio e vitamina C.

Couve-flor cozida – 94,3% de água, fibras, fósforo, potássio e vitamina C.

Feijão carioca cozido – Tem 80,4% de água e mais proteínas, carboidratos, fibras, cálcio, magnésio, manganês, fósforo, ferro, sódio, potássio, cobre, zinco, tiamina, piridoxina e niacina.

Filé de peixe abadejo grelhado – O peixe, além de saudável e mais leve que a carne vermelha, possui 71% de água, além de proteína, cálcio, magnésio, fósforo, sódio, potássio, zinco, retinol e tiamina.

Pepino cru – Possui 96,8% de água, além de fósforo e potássio.

Tomate cru com semente – Contém 95,1% de água, além de fibras, magnésio, manganês, fósforo, potássio, cobre, zinco, tiamina, piridoxina, vitamina C e carotenoides.

Da próxima vez que for ao mercado, não se esqueça de incluir esses alimentos para manter a saúde e a hidratação sempre em dia!

A importância da água na gestação

Temos certeza de que você sabe que beber água é fundamental para o bom funcionamento do organismo: ela ajuda a regular o intestino, melhora a qualidade da pele, acelera o metabolismo, entre outros infindáveis benefícios. Mas você sabe quais são, além desses, os benefícios da ingestão correta de água durante a gravidez? Quando se está grávida, as necessidades de água são ainda mais importantes para a mulher, que agora conta com um organismo em desenvolvimento em seu útero. Saiba quais são os benefícios da hidratação correta durante a gestação:

– Circulação placentária – Boas quantidades de água auxiliam no aumento do volume de sangue materno, um fator essencial para proporcionar a circulação placentária.

– Formação do líquido amniótico – Importantíssimo para o bom curso da gestação e para o desenvolvimento fetal, o líquido amniótico é formado principalmente pela urina do bebê. Mães que ingerem boas quantidades de água facilitam a perfusão placentária e a passagem de nutrientes e líquidos para o bebê, que tenderá a formar o líquido amniótico de forma adequada.

– Inchaço – Ao contrário do que muitos pensam, ingerir bastante água ajuda a combater o inchaço causado naturalmente pelos hormônios da gravidez. É importante lembrar que o que contribui para aumentar o inchaço, na verdade, é a ingestão exagerada de sal e o excesso ou a falta de exercícios físicos.

– Infecção urinária – A gravidez deixa as mulheres mais suscetíveis às infecções do trato urinário por conta do aumento da umidade local e porque a urina, mais rica em nutrientes durante a gravidez, torna-se mais propícia à cultura de bactérias. Além disso, o aumento do volume do útero causa a compressão dos ureteres (vias do aparelho urinário) e, com isso, a urina pode ficar acumulada no canal, facilitando o aparecimento de uma infecção. Para prevenir, indica-se a ingestão abundante de água.

Como falamos nesse post, as bebidas alcoólicas ajudam a desidratar o organismo. Por este motivo, e por haver o risco de causarem malformações fetais, elas devem ser evitadas durante toda a gravidez. Assim como bebidas alcoólicas, bebidas com cafeína, que é diurética e que também pode comprometer a absorção do cálcio, devem ser deixadas de lado quando se está grávida.

Se a mamãe não possui o hábito de beber água ou mesmo deseja variar para não ficar somente no líquido, ela pode investir em frutas, verduras e legumes ricos em água, como, por exemplo: melancia, couve-flor, alface, tomate, pepino, goiaba, melão etc. Além disso, os chás ajudam a complementar a ingestão do líquido. Apenas tome cuidado com os chás pretos, ricos em cafeína. Prefira chás de camomila, erva-doce e os digestivos.

Cada mulher (dependendo de idade, frequência com que pratica exercícios, hábitos alimentares etc.) possui uma necessidade particular de ingestão de água. O ideal é que essa ingestão seja aumentada durante a gravidez e que o acompanhamento médico seja sempre realizado para uma gravidez tranquila :)

 

Como o álcool desidrata o corpo?

Você gosta de tomar aquela cervejinha ou aquele drink no fim da semana? Depois de uma semana puxada ou apenas para encontrar amigos, é bom socializar e jogar conversa fora. Mas tome cuidado: a cerveja ou aquela caipirinha inofensiva são grandes vilãs quando o assunto é hidratação. O perigo é ainda maior quando, com a intenção de nos refrescar no calor, acabamos gerando o efeito contrário, desidratando nosso organismo.

Apostamos que em algum momento você já ouviu falar que bebida alcoólica desidrata o corpo. Mas como isso ocorre?

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O grande culpado é o etanol, o álcool presente nessas bebidas. Ele age diminuindo a produção do hormônio antidiurético, responsável por regular a perda de água do organismo. Isso faz com que eliminemos mais água, por isso vamos tantas vezes ao banheiro quando bebemos. Além disso, quando o álcool é absorvido pelas células da parede intestinal, ele acaba atrapalhando a absorção de água, que, por sua vez, passa direto (por isso costumamos ter diarreia após uma bebedeira). Simultaneamente, o etanol também eleva a pressão arterial e aumenta a produção de suor, contribuindo ainda mais para a desidratação. Em todo esse processo, perdemos alguns sais minerais (como o sódio e o potássio) e importantes vitaminas (como as do complexo B), além de diminuir no sangue a concentração de glicose, principal fonte de energia do nosso cérebro.

Neste momento, você já deve ter entendido de onde vem a famosa ressaca, não é? A intoxicação pelo álcool e a consequente diminuição de água no organismo causam dor de cabeça, náusea, diarreia, dores musculares, tontura, confusão mental e a enorme sede que sentimos no dia seguinte à bebedeira.

shutterstock_107474273Por outro lado, e curiosamente, alguns maratonistas fazem uso da cerveja sem álcool para se hidratar. É que os polifenóis, substâncias naturais com potentes propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias, estão presentes em quantidades importantes nos componentes não alcoólicos da cerveja. E um estudo apontou que o consumo da cerveja sem álcool algumas semanas antes e depois da prova pode diminuir o processo inflamatório agudo e a incidência de doenças no trato respiratório superior em corredores de maratona. Isso comprova que o grande vilão realmente é o etanol.

Mas como não queremos jogar um balde de água fria no seu happy hour, aqui vai a dica para não precisar deixar de lado aquela cervejinha: quando chegar ao bar, mate a sede com um generoso copo de água e o mantenha por perto o tempo todo, intercalando os goles da bebida com goles de água. Além disso, esteja bem alimentado antes de ingerir álcool. Assim, seu organismo estará mais forte para metabolizá-lo.

Como sempre, vale lembrar: o segredo para tudo é o equilíbrio e a moderação. :)

 

Água demais faz mal?

Desde pequenos, aprendemos que a água é essencial à vida. E não é para menos: ela está presente em nosso sangue, em nossas células e nos espaços entre elas, constituindo cerca de 70% do nosso corpo. Perdemos água por meio da transpiração, da urina, do suor e das fezes, e, por isso, é necessário constantemente reabastecer o estoque. Até aí, nenhuma novidade, não é?

Ocorre que, por mais que nossa intenção em cuidar do nosso corpo seja a melhor, é preciso dosar essa reposição, pois água em excesso faz mal e, em casos extremos, pode até matar.

Pode parecer estranho a princípio, afinal, como o líquido essencial à vida pode ser prejudicial? No entanto, é possível morrer de “intoxicação por água”. Seja em competições esportivas, situações de grande esforço físico ou simples apostas recreativas, há casos documentados de pessoas que ingeriram grande quantidade de água em um curto período de tempo e morreram por excesso do líquido.

rins“Hiponatremia” é o nome do quadro que se desenvolve após a ingestão exagerada de água em um curto período e seus sintomas incluem fadiga, dores de cabeça, vômito, náusea, urinação freqüente e desorientação mental. Em tradução literal, o termo significa “sal insuficiente no sangue”. Ok, mas como isso se dá? Toda a matemática é bem simples: em repouso, um rim saudável consegue excretar de 800 a 1000ml de água por hora. Quando ingerimos quantidades exageradas de água em um curto período, os rins não conseguem trabalhar no mesmo ritmo para que toda essa água seja eliminada, e ela acaba indo para o sangue, causando a sua diluição e diminuindo a concentração de sódio e outros elementos importantes.

Disso decorre outro quadro: as células do nosso corpo regulam o equilíbrio da concentração de sódio, e, quando há excesso de água fora delas, essa água é atraída para o interior da célula, para restabelecer a concentração necessária. Isso faz com que as células do corpo inchem, podendo até mesmo explodir. Mas o pior pode ocorrer com os neurônios, que não possuem muito espaço para se expandir. Seu inchaço causa pressão cerebral, que pode acarretar tontura, convulsões, falha respiratória, coma e morte. No entanto, se uma solução hipertônica salina for administrada e a pessoa for atendida antes de o problema causar muito dano celular, a recuperação leva poucos dias.

Curioso, não é? Com essa explicação, comprovamos mais uma coisa que aprendemos desde pequenos: os excessos não fazem bem. É importante lembrar que a Hiponatremia ocorre quando a ingestão excessiva de água é realizada em um curto período de tempo, e que, a não ser que você sofra de determinadas doenças, como limitações cardiovasculares e insuficiência renal, o consumo de água não é controlado (mas pode variar conforme sexo, idade, peso, temperatura ambiente, hábitos alimentares e atividades físicas praticadas). Por isso, beba água na quantidade recomendada para o seu organismo e, ao final da prática de exercícios, lembre-se de não ir com tanta sede ao pote, hidratando-se com qualidade e aos poucos.

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(os valores indicados nesse infográfico são apenas sugestões, baseadas em estatísticas pré-existentes)

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